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Segredos da Poesia (Roberto Camilotti)

Folhas de papel.
Desenhos ao mundo.
A rima perfeita.
A métrica, o assunto.

Palavras que cantam.
Espírito sujo.
Cartas na porta.
Vadiagem!
As valas e o luxo.

Vidas se repetem.
O tempo é em tudo.
Amando e sofrendo.
É o nada, bem junto!

Passa-se o tempo.
Acidental confusa.
Vê-se a expressão.
Falas, horas, segundos!

Na terra, na rima.
Gostos impuros.
Selvagem e sincera.
Perdendo e FREVENDO.
Ah, sim, também, eles, os russos!

Quais os segredos?
Coragens despertam.
Carências contusas.
Então, a escrita vai se abrindo, fechando.
Se abrindo.
Abrindo.
Fechando.

[Poesia, meus caros, é cabeça, fé, dispersão.
Também na Rússia!]

Poesia tirada do Blog Roberto Camilotti.